A rotina mensal de controladoria

A rotina de controladoria cabe em quatro momentos do mês: envio dos documentos, fechamento contábil, apuração dos indicadores e reunião de leitura. Cada um com data fixa e responsável definido. O que faz a rotina funcionar não é a sofisticação da análise, é a repetição, e o teste de que ela está funcionando é simples: a reunião termina com decisões escritas.

  • Envio de documentos em data combinada, não quando sobra tempo.
  • Fechamento contábil logo em seguida, com conciliação e provisões.
  • Apuração dos indicadores a partir do fechamento.
  • Reunião de leitura com dia marcado e pauta curta.
  • Cada indicador fora da faixa dispara uma ação definida antes.

Momento 1: envio dos documentos

Data combinada, nos primeiros dias do mês seguinte. Extratos de todas as contas, relatórios das operadoras de cartão, notas de entrada e saída, comprovantes de despesa e as informações de pessoal do período.

É a parte que depende inteiramente da empresa e a que mais atrasa o resto. Documento que chega tarde empurra o fechamento, que empurra a apuração, que empurra a leitura para o meio do mês seguinte, quando a informação já perdeu utilidade.

Definir quem envia, em qual formato e até que dia resolve a maior parte dos atrasos. A lista está em documentos para enviar ao contador.

O que sempre falta

Extrato de alguma conta secundária, relatório da maquininha e comprovantes de despesas pagas em dinheiro. Os três respondem pela maior parte dos ajustes feitos depois do fechamento, e todos são evitáveis com uma lista de conferência antes do envio.

Momento 2: fechamento contábil

Escrituração dos documentos, conciliação dos saldos contra a realidade, reconhecimento das provisões de férias e décimo terceiro com encargos, depreciação e apuração dos tributos do período.

É o passo que transforma um monte de documentos em informação estruturada. Sem provisões reconhecidas, o resultado do mês aparece melhor do que é, e a análise que vier depois estará viciada.

O fechamento precisa acontecer com folga em relação ao vencimento dos tributos, para haver tempo de tratar qualquer inconsistência sem risco de multa.

Rotina mensal de controladoria por momento, quem faz cada etapa e o prazo típico
MomentoQuem fazPrazo típico
Envio de documentosEmpresaPrimeiros dias do mês
Fechamento contábilContabilidadeLogo após o envio
Apuração de indicadoresContabilidadeApós o fechamento
Reunião de leituraEmpresa e contabilidadeDia fixo no mês
Ações decorrentesResponsáveis definidosAté a próxima reunião

Momento 3: apuração

A partir do fechamento, aplica-se a reclassificação entre custo fixo e variável e calculam-se os indicadores escolhidos: margem de contribuição por linha, ponto de equilíbrio, margem líquida, ciclo financeiro, ticket médio e inadimplência.

Tudo comparado ao mês anterior e ao mesmo mês do ano passado, porque número isolado não informa e a comparação com um período só pode enganar.

O resultado cabe em uma página, com três ou quatro linhas de comentário apontando o que mudou e o que merece atenção. Relatório extenso não é lido, e relatório não lido não muda decisão.

Momento 4: a reunião

Dia fixo, pauta curta, uma hora no máximo. Começa pela comparação dos indicadores, passa pelas variações que precisam de explicação e termina nas decisões e nas ações com responsável e prazo.

Quem participa: o empresário e quem apurou. Quando existe equipe, vale incluir quem responde pelas frentes analisadas, porque a explicação de uma variação costuma estar com quem opera.

O ponto que faz a reunião valer é terminar com decisões escritas. Reunião que analisa e não decide vira ritual, e ritual sem consequência é abandonado em poucos meses.

Ação definida antes

Vale combinar previamente o que se faz quando cada indicador sai da faixa: margem caiu, revisa-se preço e mix; prazo de recebimento subiu, aciona-se a cobrança; inadimplência passou do limite, suspende-se prazo. Assim a reunião decide rápido em vez de discutir do zero.

O sinal de que está funcionando

Três sinais aparecem entre o quarto e o sexto mês. As perguntas mudam: deixam de ser sobre quanto entrou e passam a ser sobre por que a margem variou.

As decisões passam a citar números. Alguém diz que não vale dar mais prazo àquele cliente porque o ciclo financeiro já está em determinado patamar, em vez de decidir pela relação pessoal.

E o dono passa a antecipar. Quando ele olha a projeção e menciona um aperto que só vai acontecer daqui a seis semanas, a controladoria cumpriu o seu papel. É o que a VGR persegue em controladoria. Uma contabilidade em Campo Grande com rotina de controladoria entrega essa projeção junto com o fechamento do mês.

Perguntas frequentes

Quais são os momentos da rotina?

Envio dos documentos pela empresa, fechamento contábil com conciliação e provisões, apuração dos indicadores a partir do fechamento e reunião de leitura com dia marcado e decisões registradas.

O que mais atrasa a rotina?

O envio dos documentos, que depende inteiramente da empresa. Documento que chega tarde empurra o fechamento, a apuração e a leitura para o meio do mês seguinte, quando a informação já perdeu utilidade.

O que sempre falta no envio?

Extrato de alguma conta secundária, relatório da maquininha e comprovantes de despesas pagas em dinheiro. Os três respondem pela maior parte dos ajustes posteriores e são evitáveis com lista de conferência.

Por que reconhecer provisões?

Porque férias e décimo terceiro se formam mês a mês, então o custo pertence ao período trabalhado. Sem provisão, o resultado do mês aparece melhor do que é e toda a análise seguinte fica viciada.

Como deve ser a reunião de leitura?

Dia fixo, pauta curta e no máximo uma hora: comparação dos indicadores, explicação das variações e decisões com responsável e prazo. Reunião que analisa e não decide vira ritual e é abandonada.

Quem deve participar?

O empresário e quem apurou. Quando há equipe, vale incluir quem responde pelas frentes analisadas, porque a explicação de uma variação costuma estar com quem opera e não com quem calcula.

Como saber que a rotina está funcionando?

Quando as perguntas mudam de quanto entrou para por que a margem variou, quando as decisões passam a citar números em vez de relação pessoal, e quando o dono antecipa apertos que só vão acontecer semanas depois.

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Fontes oficiais

Conselho Federal de Contabilidade, Sebrae

Material informativo, não substitui a análise do seu caso. Atualizado em . Revisão técnica de Vagner Aparecido Florentino.

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